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Polícia Civil deflagra operação contra lavagem de dinheiro em MT

Polícia Civil deflagra operação contra lavagem de dinheiro em MT

A Polícia Civil cumpriu nesta terça-feira a Operação Replay, direcionada ao desmantelamento de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. A ação resultou no sequestro de bens avaliados em aproximadamente R$ 17 milhões, distribuídos entre imóveis e veículos em diferentes estados.

Detalhes da Operação

Coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a operação cumpriu 10 mandados de prisão preventiva e diversos mandados de busca e apreensão contra 14 integrantes e colaboradores da organização criminosa. Os mandados foram executados simultaneamente em Cuiabá, Várzea Grande, Balneário Camboriú, Itapema em Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Bens Apreendidos

Os imóveis sequestrados totalizaram R$ 16,68 milhões. Entre os principais bens recuperados estão:

  • Apartamento de luxo em Itapema avaliado em R$ 3 milhões
  • Apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú estimado em R$ 6 milhões
  • Casa em condomínio fechado na região de Camboriú avaliada em R$ 6 milhões
  • Residência de alto padrão em Cuiabá estimada em R$ 1,5 milhão
  • Três terrenos com avaliação conjunta de aproximadamente R$ 180 mil
  • Quatro veículos

Adicionalmente, foi solicitado bloqueio financeiro de até R$ 15,3 milhões, valor relacionado à documentação contábil localizada durante as buscas. Conforme esclareceu a polícia, esses montantes representam categorias distintas de constrição de bens e não devem ser somados como recuperação efetiva.

Investigação Anterior e Continuidade Criminal

A Operação Replay constitui desdobramento de investigações pretéritas que originaram as operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi fundamentada em análise de dados telemáticos que revelaram a continuidade das atividades criminosas, com estrutura hierarquizada, divisão de responsabilidades, núcleo financeiro independente e utilização de contas de terceiros para aquisição de patrimônio.

As investigações constataram que uma liderança da organização, mesmo em setor de segurança máxima do sistema penitenciário estadual, mantinha controle sobre operações financeiras e disciplinares. Comunicações interceptadas comprovaram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento de valores, orientação a operadores externos e correção de registros contábeis.

Modus Operandi Identificado

Documentação encontrada revelou a sofisticação operacional do grupo. Planilhas contabilizavam R$ 14,09 milhões como valor total congelado e R$ 1,2 milhão referente ao período analisado. Os registros também continham informações sobre movimentação de substâncias entorpecentes e distribuição de recursos entre núcleos distintos.

Investigadores identificaram ainda que um único chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026, evidenciando estratégia deliberada de contornar apreensões penitenciárias e manter comunicações clandestinas ativas.

Conclusão

A Operação Replay representa avanço significativo no combate às estruturas de lavagem de dinheiro em Mato Grosso, demonstrando a capacidade investigativa da Polícia Civil em desmantelar organizações criminosas sofisticadas, mesmo diante de tentativas de continuidade de atividades ilícitas do cárcere.

Fonte: Só Notícias

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